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Governo diz ser ‘único interlocutor oficial’ da China sobre importação de insumos para vacina
Divulgação/Reprodução

O governo federal afirmou nesta quarta-feira, 20, que “vem tratando com seriedade todas as questões referentes ao fornecimento de insumos farmacêuticos para produção de vacinas (IFA)” e ressaltou que é “o único interlocutor oficial com o governo chinês”. O posicionamento oficial ocorre horas após o presidente da Câmara dos DeputadosRodrigo Maia (DEM-RJ), ter se reunido virtualmente com o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, para tratar sobre o envio de matéria-prima necessária para a fabricação dos imunizantes contra a Covid-19 ao país. “O governo chinês vai trabalhar para acelerar a chegada desses insumos. O diálogo com o governo de São Paulo e o Instituto Butantan vai fazer com que a gente consiga avançar o mais rapidamente possível. A decisão do governo chinês é atender a população brasileira”, disse Maia após a agenda.

Segundo a Secretaria Especial de Comunicação (Secom), os ministros Eduardo Pazuello (Saúde), Tereza Cristina (Agricultura) e Fábio Faria (Comunicações) realizaram uma conferência telefônica com Wanming para tratar do tema. “O Ministério das Relações Exteriores, por meio da embaixada do Brasil em Pequim, tem mantido negociações com o Governo da China. Outros ministros do Governo Federal têm conversado com o Embaixador Yang Wanming. No dia de hoje, foi realizada com o Embaixador, uma conferência telefônica com participação dos ministros da Saúde, da Agricultura e das Comunicações. Ressalta-se que o Governo Federal é o único interlocutor oficial com o governo chinês”, diz a íntegra da nota. O encontro foi divulgado pela Embaixada da China. “O embaixador Yang Wanming se reuniu hoje com o ministro Eduardo Pazuello por videoconferência. Conversaram sobre a cooperação antiepidêmica e de vacinas entre os dois países. A China continuará unida ao Brasil no combate à pandemia para superar em conjunto os desafios colocados pela pandemia”, diz a publicação.

Como a Jovem Pan mostrou, governadores protocolaram um ofício, nesta quarta-feira, 20, pedindo ao presidente Jair Bolsonaro que adote “diálogo diplomático” com China e Índia visando “assegurar a continuidade do processo de imunização no país”. O Brasil dispõe apenas de 6 milhões de doses da CoronaVac – a imunização foi iniciada no domingo, 17, no estado de São Paulo, pouco depois de a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizar o uso emergencial das vacinas da Universidade de Oxford e do Instituto Butantan. “Os governadores dos Entes Federados brasileiros que subscrevem este expediente dirigem-se a Vossa Excelência a fim de tratar da premente necessidade de manutenção do fornecimento externo dos insumos empregos na produção de vacinas contra a Covid-19 no Brasil. Nesse sentido, solicitam a essa Presidência que seja avaliada a possibilidade de estabelecimento de diálogo diplomático com os governos dos países provedores dos referidos insumos, sobretudo China e Índia, para assegura a continuidade do processo de imunização no país”, diz um trecho do documento.

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